Eu fui ver… Êxodo: Deuses e Reis… e essa é minha opinião sobre o filme…

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RidleyScott e Cristian Bale

Se eu fosse capaz de falar com diretor Ridley Scott: Eu perguntaria… porque dirigir este filme…

É uma pergunta que o filme em si não pode responder…

Em primeiro lugar Scott minimiza os  aspectos religiosos / espirituais da trama, mas não encontra nada que possa substituir esta parte da historia..

E olha que não sou nenhum expert quando se trata de histórias biblicas. Também, não tenho nada contra artistas que  utilizam a  Bíblia como trampolim para uma declaração interpretativa.

Mas… quando vc deixa de lado alguns ingredientes da historia – confrontos religiosos entre Moisés e o Faraó, por exemplo – empobrece a narrativa… E acaba afastando a escolha interpretativa e abandona a abordagem mais dramática w fértil da história..

Em contrapartida, Deuses e Reis faz uso magistral do CGI para criar grandes batalhas (egípcios contra os hititas),  pragas fabulosas – rãs, furúnculos, rios transformou em sangue, etc. – e, claro, a divisão do Mar Vermelho.

Seria chocante se um cineasta século 21 não conseguiu superar DeMille no departamento de efeitos, mas isso Scott faz claramente.

O problema é que só efeitos não seguram um filme…e o restante deixa a desejar… 

Suponho que o elemento mais controverso do filme seja a descrição de Deus, o principal motor da narrativa do Êxodo. Acontece que Moisés vê Deus como um menino pastor ( Isaac Andrews ) com cabelo de cuia e uma atitude de confronto.

Esta visão – deve-se notar – pode ser uma alucinação, uma imagem resultante de um deslizamento de rochas que deixa Moisés enterrado sob uma tonelada de lama.
Alucinação ou não, a relação entre Deus e Moisés às vezes fica conturbada: Eles discutem sobre a moral  das atitudes Deus como a utilização das pragas ou a morte dos primogênitos… incluindo o filho do faraó.

Por fim, há o próprio Moisés. Pobre Christian Bale. Qualquer ator que aborda esse tipo de papel vai ser crivado de bala por todos os lados…

Bale opta por uma interpretação contemporânea, auxiliado pela linguagem…  que faz o seu melhor para evitar qualquer vestígio de poesia. O filme trata de Moisés como um guerreiro/general /herói de filme de ação juvenil.

A maior luta interna de Moisés parece  girar em torno de sua incapacidade inicial de aceitar suas origens étnicas como hebreu, mas mesmo assim o conflito não tem muito importância na trama…

Joel Edgerton, outra figura-chave do filme: Ramses. Parece mais com o Kojack maligno, do que um rei.

Acossado por falhas estruturais, incluindo uma tendência a não aprofundar os principais eventos religiosos da história, o Exodus de Ridley Scott não está no roll dos melhores filmes épicos bíblicos… Mas, também, não é o pior filme para se assistir no cinema… vale a pena pagar pelo espetáculo… 

E você ja foi assistir O Êxodo… Dê sua opinião… mesmo que seja totalmente diferente da minha… estaremos compartilhando nossas opiniões… até a próxima..

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